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quarta-feira, 11 de maio de 2011

A carta.

                                        




 Olá queridos, fiquei um tempinho sem escrever mas aqui vai um conto novinho. Espero que gostem ;D Beijos, LadyBug.


Ela-
 O sinal tocou. Finalmente a aula acabou. Sexta-feira, dia de descansar da semana cansativa do colégio, e ir para a festa. O bimestre acabou, o ano terminou, e fechei com altas notas.Nada melhor que comemorar um pouco.
 - Olivia, você vai para a festa do Caio hoje? - Perguntou Laura enquanto íamos em direção ao meu armário.
 - Sim, e você?
 - Com certeza, não perco por nada.
 - Então nos vemos a noite. Beijos. - Nos despedimos com um beijo na buchecha.
 Abri o meu armário e peguei as minhas coisas, fui para a casa. Chegando em casa, depois de um belo banho, me arrumei e vi que havia um envelope amarelo em cima do meu livro, estava escrito anônimo. Abri para ver o que era, uma carta:
 " Oi,
 provavelmente você nem deve reparar em mim como eu reparo em você. Já conversamos muitas vezes, e fizemos muitos trabalhos juntos, mas mesmo assim você nem reparou. Mas vamos ao ponto... Escrevi essa carta com medo de dizer 'cara a cara' o que eu realmente sinto por você. O que eu sinto por você nasceu a partir de uma admiração pela pessoa que você é. Adoro o seu jeito de sorrir, adoro a forma como você pensa, adoro a forma como você se importa com os outros. Adoro o seu olhar, adoro o seu jeito de despreocupada, adoro quando você brinca com suas mão quando está nervosa. Adoro ouvir sua voz, adoro ver quando você está tímida e joga sua mecha para atrás da orelha. Adoro o seu jeito de divertida e animada, adoro tudo em você. Você muitas vezes se acha imperfeita, mas se você se visse como eu a vejo, veria que não há nada de imperfeito em você. Só quero que você saiba que mesmo quando você chorar, rir, brincar, gargalhar ou se estressar eu estarei com você. Mas infelizmente você não saberá quem eu sou, pois se não descobriu até hoje provavelmente não saberá mais. Mas isso não muda o meu amor por você, pois não tem como mudar. Só espero um dia conseguir te dizer isso da forma como eu sempre sonhei em te dizer; olhando nos teus olhos, dizendo que te amo e você dizendo o mesmo para mim. Mas por enquanto creio que isso não será possível, só espero que um dia você perceba... O quanto eu amo você, e o quanto eu anseio em viver contigo para o resto da minha vida.
 Te amo, Olivia"
 Estranho. Muito estranho. Afinal quem poderia olhar dessa forma para mim? Ou quem seria essa pessoa? Por que motivos ele não diria pessoalmente? Um turbilhão de pensamentos.
 A buzina de um carro tocou, era a minha carona para a festa.

 Ele-
 Vi Olivia saindo de sua casa e indo em direção para um carro. Gritei para ela:
 - Oi ! Onde você vai?
 Chegando mais perto ela disse:
 -Estou indo para a festa do Caio, por que você não vai?
 - Não estou a fim... Tenho que fazer algumas coisas.
 - Ai que chato. Vai ser chato ir sem você.
 -Acho que não, você vai se divertir.
 -Sem meu best não vai ser tão divertido assim. - Ela disse com carinha de choro. Ela não sabe como essa carinha me move.
 A buzina do carro tocou de novo, três vezes seguidas. Era sua amiga a esperando.
 -Tenho que ir, depois a gente se fala. - Se despediu me dando um beijo na buchecha, e saiu.
 Vi o carro indo e a levando-a. E mais uma vez ela não percebeu. Não percebeu a falta que ela faz. Não percebeu como ela me move. Não percebeu como eu a amo.
 Acenei e voltei para casa.

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