conto.
- ELE
O relógio já marca meia-noite, me remexo de um lado pro outro na cama, mas não consigo dormir, um turbilhão de pensamentos ronda a minha cabeça, lembranças que me fazem sorrir por um instante e logo
depois fazem com que uma onda de dor passe por meu corpo. Por que eu sei que elas não voltarão jamais.
Vai fazer dois dias que ela foi embora me deixando apenas uma carta.
"Pedro,
Eu te amo e você sabe disso, e é com muita tristeza que lhe deixo está carta.
Estou te avisando que vou embora e peço para não me procurar.
Eu estou passando por uma situação muito ruim e queria lhe contar o que é, mais não posso.
Por Favor entenda.
Eu te amo muito e isso nunca vai mudar.
Alicia."
Fico me perguntando o que seria tão ruim, o que faria ela ir embora assim, nosso amor era tão intenso.
Semana que vem ia fazer dois anos que namoramos e eu a iria pedir em casamento, só que ela foi embora. Se ela soubesse que eu há amava muito e seria capaz de morrer para salva-la, ela ficaria aqui, comigo.
As horas demoram a passar quando ela não está aqui do meu lado e as lembranças boas vão sumindo e dando lugar a saudade.
Se ela soubesse o quanto eu há amo talvez ela não tivesse ido. Talvez a culpa seja minha por não ter demonstrado meu amor direito. Nunca vou achar alguém igual a ela.
- ELA
O relógio já vai marcar meia-noite, a tristeza me corroe, o dor está me destruindo, as memórias ainda estão frescas na minha mente e por alguns instantes posso me refugiar nelas, mais logo os pensamentos tristes e a certeza de que não o verei mais me trazem calafrios de dor.
Eu sei o quanto ele me amava e o que ele era capaz de fazer por mim, só que os meus pais o matariam se descobrissem. O melhor para todos era eu ir embora e foi o que fiz.
A culpa não foi dele, passei junto dele os dois melhores anos da minha vida. A burrice foi minha e agora estou arcando com as consequências.
Sei que nosso amor era imenso, só que o medo de meu pai fala mais auto.
No momento parecia o certo a ser feito ir embora e deixa-lo viver sua vida, só que agora a dor por dentro me corroe e não sei o que fazer. Tenho certeza que ele vai achar alguém melhor que eu.
As minhas atitudes me levaram a esse momento e agora estou carregando um bebê que talvez nunca conheça o pai.
Autora: Butterfly.
terça-feira, 3 de maio de 2011
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